As rendas encantam sempre… Na munfada, há o movimento, as mãos, as tramas. Dos bilros saem os sons que mostram a destreza e o ritmo da rendeira. O papelão vai se revestindo de cores e espinhos. A renda aparece, cresce.
O resultado se mostra em nosso baú, com peças de rendas brancas e de todas as cores!
Com tanta beleza, vamos compondo peças, misturando cores, tecidos, objetos. Os olhos vão ficando tão despertos que esquecemos do tempo. Paramos com a contemplação quando a munfada nos chama. Descansamos os olhos, que se incorporam aos dedos, que delicadamente agarram os bilros… começa tudo de novo!

A rendeira, a “munfada”, os bilros, a renda 
Nosso baú de rendas…
Há muitos tipos de renda, muitos desenhos.
Abaixo alguns exemplos, com o nome da artesã.
Uma curiosidade estranha: as pétalas de flores são conhecidas – veja só! – como “baratas”. Elas dão um toque especial e sofisticado às rendas. Tanto, que algumas rendeiras dizem que renda sem baratas, não é renda!
Claro que também não é assim… a beleza encontra-se nesta diversidade, e no jeito que cada rendeira tem de fazer um mesmo ponto no seu próprio estilo. Com o tempo, aprendemos a reconhecer a rendeira olhando a renda. E sabemos da renda, olhando a rendeira. São marcas pessoais, que situam-se no indizível, no invisível, que estão presentes, perceptíveis para quem vai além do olhar apressado, contemplando e sentindo a renda como se viva fosse (e não é?).

Cacho de Flores – Mundinha 
Girassol – Lanca 
Caminho com Flores – Neide 
“Barata” Só com paninho – Dilma 
Pipoquinha – Maria 
Ozinhos e trancinhas – Mimi e Elianai 
Preciosa – Eliene 
Caminho do Céu – Nerinha 
Jacarecoara Florido – Kailini
